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terça-feira, 8 de março de 2011

O MARCO LÓGICO - Conceito

• Instrumento que facilita no processo de elaboração, execução, avaliação e gerenciamento de projetos;
• É bastante útil como método de construção coletiva dos principais parâmetros de um projeto (Objetivos Gerais, Objetivo do Projeto, Resultados Imediatos, Atividades, Indicadores e premissas/ fatores de risco)

• Com o objetivo de definir e construir parâmetros para mensurar o êxito de um projeto, já na fase do seu planejamento, o Marco Lógico é tido como uma matriz elaborada num processo de estruturação daqueles elementos considerada os mais importantes, apresentando-os de forma sistemática, lógica e sucinta.
• Objetiva-se, com a elaboração do Marco Lógico, verificar se um projeto está bem estruturado e, constituir um instrumento de acompanhamento sistemático que permita uma avaliação posterior,
objetiva e transparente. Com esta ferramenta de trabalho, o gerente pode examinar o desempenho de um projeto em todas as suas etapas. Este tipo de instrumento metodológico oferece as seguintes vantagens:
1. análise clara da relação de meios/fins das atividades do projeto que levam os produtos (ou componentes), requeridos para atingir o propósito estabelecido (ou objetivo principal do projeto/programa);
2. especificação precisa das atividades de um projeto/programa e de seus custos;

3. descrição de indicadores de desempenho e de suas fontes de verificação;
4. especificação dos supostos (ou riscos) principais que poderiam condicionar o sucesso do projeto; e
5. um marco de referência para identificar as experiências adquiridas e incorporá-las a outros projetos.

Segundo Manual elaborado pelo BID, o Marco Lógico ajuda os formuladores de projetos a entenderem melhor a natureza dos problemas que estão tratando de resolver. (SEPLAN, s/d)

Utilizando o Marco Lógico como parâmetro orientador no processo de elaboração de projeto


• Na elaboração de um projeto social é importante que seja identificado a oportunidade de intervenção, as chances de êxito do projeto, o diagnóstico (podendo ser o diagnóstico rápido participativo), identificação dos principais problemas (análise da problemática), análise dos atores envolvidos

• A Formulação do Projeto (1a. Coluna)

1. Objetivo Geral - objetivo de um programa ou objetivo setorial da instituição. Deixa claro a perspectiva pela qual o projeto se desenvolverá. Na maioria das vezes já está definido por outros níveis da instituição.
2. Objetivo do Projeto – para que o projeto será implementado? Que efeitos duradouros junto aos beneficiários são esperados do projeto? Recomenda-se apenas um para melhor gerenciamento.

• A Formulação do Projeto (1a. Coluna)

3. Resultados/ metas – produto e/ou situações concretas e tangíveis a serem produzidas. Cada objetivo específico requererá um pequeno número de resultados. Parte do diagnóstico da situação-problema e de sua relação causa e efeito mais importante, tendo em vista responder efetivamente ao objetivo do projeto.

• A Formulação do Projeto (1a. Coluna)

4. Atividades – Agrupamento de ações concretas, de forma que um conjunto de ações seja realizado para viabilizar cada atividade. O que deve ser feito e de que modo para que os resultados venham a ser alcançados?

5. Análise da lógica de intervenção do projeto – sintetizada na Descrição Sumária (1a. Coluna) para checar a validade de causa e efeito. Uma das vantagens do marco lógico é que ele exige a explicitação dessas relações, sempre presentes nos projetos, mas nem sempre definidas.

• De acordo com Armani ( 2000, p. 53), as perguntas norteadoras para realização da análise são as seguintes:
1. As ações listadas são necessárias e suficientes para realizar as atividades?
2. As atividades previstas conduzem necessariamente à produção dos resultados definidos?
3. Os resultados indicados, uma vez produzidos, têm que chance de levar ao alcance do objetivo do projeto?
4. O alcance do objetivo específico do projeto tem que probabilidade de contribuir de forma relevante para um objetivo geral superior ao projeto?

6. Premissas / fatores de risco (4a. Coluna) – indicam as condições externas que afetam o desenvolvimento do projeto e que estão fora do controle direto de quem o implementa.
Devem ser constantemente monitoradas e reatualizadas ao longo de sua implementação tendo em vista amenizar eventuais conseqüências negativas proveniente da evolução não desejada de determinados fatores de risco.

• Indicadores (2a. Coluna)
- Instrumento de medição usado para indicar mudanças na realidade social que nos interessa;
- Fornecem evidências concretas do andamento das atividades, do alcance dos resultados e da realização dos objetivos de um projeto
- É uma forma de captar fenômenos sociais que não temos condições de dimensionar diretamente

• Os Indicadores no Marco Lógico (2a. Coluna) - são independentes e específicos a cada nível do marco lógico discriminado na 1a. Coluna (Descrição Sumária)

1. Indicadores de impacto ( Objetivo Geral) – indicam os benefícios mais amplos e de mais longo prazo gerados pela realização dos objetivos do projeto. Evidenciam metas que estão fora do alcance direto do projeto.


• Os Indicadores no Marco Lógico (2a. Coluna)

2. Indicadores de Efetividade (objetivo do Projeto)– indicam os efeitos que o uso dos resultados pelos usuários beneficiários causaram. Sua função chave é demonstrar até que ponto os objetivos do projeto foram alcançados.
3. Indicadores de Desempenho (resultados) – evidenciam que as situações, serviços e produtos planejados como resultados foram alcançados. É importante especificar as situações, serviços, ou produtos concretos que o projeto precisará gerar para produzir os resultados esperados.


4. Indicadores operacionais (Atividades) – indicam os recursos previstos (financeiros, materiais e humanos) foram disponibilizados na quantidade, forma e tempo adequados para realização das atividades. Indica o volume de atividades realizadas em comparação a prevista (em número e percentual). Funcionam como instrumentos de monitoramento da evolução do projeto, tendo por base o orçamento do projeto e o seu cronograma.


ADULIS, Dalberto. O uso do marco lógico na gestão e avaliação de projetos sociais. Dezembro/2001. Disponível em: www.rits.org.br. Acesso em: 05/11/07.
ARMANI, Domingos. Como Elaborar Projetos? Guia prático para elaboração e gestão de projetos sociaisPorto alegre: Tomo Editorial, 2002. (Coleção Amencar)
SEPLAN. O Marco Lógico. Disponível em: http://www.seplan.am.gov.br/projetos/pnage/marco_logico_conceitos.pdf. Acesso em: 05/11/07.

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